10 agosto 2017

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Há um universo em mim. Um mundo de cobranças, outro de amor, um planeta de crenças, outro de incertezas, existe um com seus anéis de inseguranças e mais um predominantemente sufocante, de ar densamente carregado de medo e traumas. 
Criaturas vivem em mim. Umas amigáveis, outras serelepes, algumas receosas e desconfiadas, vaidosas e corajosas, a maioria descrente no alheio. Difícil é conviver com todas esses formatos diferentes do eu. Atender expectativas sociais e manter-se fiel à "essência" sempre irá ser um desafio. Ou essas diferentes versões moldam-se ao que é esperado, ou tentam conviver com as várias facetas necessárias para a socialização. Tolher as palavras, o comportamento, as vontades, suprir com os desejos, com os impulsos, com o querer. Como não deixar destruírem-se os mundos íntimos que coabitam em mim? Como prever a felicidade ou a realização plena? Como deixar transparecer-se num mundo de sombras e clarões?

When this wild world
Is a big bad hand
Pushing on my back
Do you understand?
Moon and Moon - Bat For Lashes
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